terça-feira, 27 de outubro de 2009

Açu

Realizada entre os dias 17 e 18 de Outubro no Parque Nacional da Serra dos Orgãos

E lá vamos nós de novo para mais uma Travessia Petrópolis-Teresópolis... Sim era para ter sido mais uma travessia, mas ela foi literalmente por água abaixo.


Eu havia dito para mim mesmo que nunca mais faria a travessia em 2 dias devido aos problemas que ocorreram na última vez que eu fiz. Juntar o 2º trecho que vai do Açu até o Sino, com o 3º trecho do Sino até a portaria de Teresópolis. Isto torna extremamente cansativo e termina muito tarde. Contudo eu estava afim de acampar para fugir do stress do dia a dia e foi a oportunidade que apareceu.



Fui com um pessoal super experiente da UNICERJ, pessoas ótimas que zelam muito pela segurança nas excursões realizadas. Esta excursão foi organizada por 3 guias estagiários sendo supervisionado por outros 2 guias. Eu era o único membro do clube que estava presente que não era guia. O restante era uma família composta de um casal e seu filho. E estes convidados junto com a chuva foram os motivos da interrupção da excursão.

Quando partimos já vimos que o tempo não estava nada bom, confirmando que a meteorologia já havia previsto. Partimos assim mesmo pois o clima lá em cima não quer dizer que seja o mesmo daqui debaixo. Além do meu equipamento básico estava levando a armação e os ganchos de uma das barracas. O peso não estava incomodando tanto, mas mal sabia o que me esperava. Os convidados com a exceção do filho começaram a pedir arrego antes mesmo do primeiro ponto de parada que é na bifurcação para o Véu. Respiravam pela boca ofegantemente principalmente o homem e como resultado paramos antes mesmo do primeiro ponto de parada. Chegou a perguntar que "se houvesse um ponto de retorno até aonde ele poderia dizer". Dividimos o peso da mochila deles e com isso ganhei uma lona de uma barraca para 4 pessoas. Aí a cargueira pesou. Mas para quem andou carregando toras de bambu até o Ajax no meio do ano até que não foi tão difícil graças aos ajustes na barrigueira.

O casal continuou a jornada. Pareciam que não foram avisados de quanto pesada é a travessia. A marcha foi lenta e o tempo foi fechando. No alto da Isabeloca (não me perguntem como eles conseguiram subir... Ah tá. Já não estava tão pesado as mochilas deles) começou a chover, ventar e ficar com aquele neblina. A chuva era bem fraquinha. Ela foi bem camarada, pois esperou armarmos as barracas e comermos uma deliciosa Polenta preparada pelos estagiários.


Na barraca onde eu dormi, sobre uma forte chuva os guias decidiram interromper a excursão. A chuva iria deixar o lajeado intransitável mesmo que parasse durante a madrugada. E a chuva não deu treguá. Trovejava bastante, mas percebíamos pela demora do som, que estava muito longe dali a tempestade. Além do mais percebemos também que o casal não iria aguentar a travessia, ainda mais com os charcos, canaleta, elevador e outros obstáculos a serem transpostos.

Com isso dormimos bastante. Aliás eu dormi muitíssimo bem, apesar de acordar várias vezes durante a noite. O tempo de manhã parecia menos ruim e consegui tirar até algumas fotos:



Bom partimos. E aí a chuva voltou. Com seu vento e nebulosidade. Seguindo a orientação dos guias e as setas "vermelhas" pintadas no chão. Passamos pelo lajeado e fomos direto para a Isabeloca. Nem percebi quando passamos pelo Urubu. Quando me dei conta já estávamos descendo de tanta nebulosidade. Ao passar pelo Ajax o tempo começou a dar sinais de melhora e lá de cima percebemos que no Bonfim e em Côrreas fazia Sol. Mas lá no cume...



A resistência do casal era tão frágil, que na única subida que existia entre o percurso do Ajax e o Queijo o cara parou por algum tempo. Mas como para baixo todo santo ajuda conseguimos descer e até chegar antes do previsto o que nos prossibilitou irmos tomar um bom banho no Poço Paraíso. Que para todos foi uma maravilhaaaaaaaaaaaa !


Moral da História: Travessia é caminhada PESADA de 2 ou 3 dias com uma mochila cargueira pesada que exige muita disposição e motivação para fazê-la. O primeiro trecho até o Açu é de cerca de 80% em subida com trechos bem acentuados com duração de 6 a 8 horas pelo menos. Aprenda também a respeitar a natureza. Chuvas fortes e intensas molham as rochas e o lajeado e não adianta forçar a barra. Volte! A montanha não vai sair do lugar.

Até a próxima.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pico da Tijuca

Olá

A partir de agora todos os eventos que envolvem trilhas e visitas no município do Rio de Janeiro serão divulgados com uma semana de antecedência. Por isso fique atento a divulgação.

No domingo dia 04 de Outubro terá a Trilha para o Pico da Tijuca. É uma das vistas mais abrangentes do Rio de Janeiro, podendo ver toda a Zona Norte, Centro, Parte da Zona Sul e Barra da Tijuca. Os principais picos da Floresta da Tijuca, incluindo Bico do Papagaio, Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Sumaré entre outros. Tendo boa visibilidade poderá ver as praias oceânicas, muncipios da baixada fluminense e a exuberante Serra dos Orgãos.

Ponto de Encontro: Praça Afonso Vizeu - Alto da Boa Vista

Horário: 08:30

Nível:
Percurso: Médio - Cerca de 2 horas e meia partindo do Portão do Parque
Obstáculos: Leve/Médio - Escadaria na pedra

Preço: R$ 10,00

Confirme presença postando comentário aqui ou escrevendo para contato@arcanjotur.com

11 Picos mais altos de acordo com o IBGE

http://blogdescalada.com/quais-sao-as-11-montanhas-mais-altas-do-brasil-incluindo-a-extraoficial/