quinta-feira, 16 de julho de 2015

O renascimento de um Arcanjo - Trilha do Morro da Babilônia, Meu Castelo e Pico da Tijuca

Olá!

Estes últimos 09 meses não tem sido fácil para mim. 09 meses. Tempo de uma gestação. Coincidência? Há exatos nove meses atrás tive uma inexplicável crise de hipertensão. Muito provável provocado pelo stress do trabalho, que não vou mencionar extamente o motivo aqui, pois se trata de algo mais particular. Me assustou, que apesar de ser chocolatra e gostar de bebidas a base de cafeína, eu já maneirava nestes quesitos justamente pela minha idade (44 anos na época). Depois disso fiz uma operação para corregir uma pequena hérnia umbilical no início de fevereiro, mas que me deixou de molho por mais de três meses. Porém quando já estava pronto para voltar as atividades me veio uma crise de urticaria, que se prolonga até hoje e já e´considerada crônica, apesar de lentamente ela está indo embora. Neste meio tempo tive uma crise de labirintite. Pois é. Muita coisa ocorreu ao longo destes 9 meses que me colocaram de molho, mas mesmo assim eu voltei a trilhar. E não resolvi esperar a crise Urticaria passar, e nem ia esperar a Labirintite também ir, pois notava que ela me atacava mais quando eu deitava.

Morro da Babilônia - 09 de Maio de 2015 



 A minha primeira trilha pós-operação foi antes da crise da Labiritite, mas as urticárias já estavam presente. Morro da Babilõnia. Queria muito conhecer este lugar, pois muitos já tinham ido e inclusive aproveitado a gastronomia local. Abri um evento no grupo Trilhas e Camping, em que todos que marcaram que iam comparecer não foram. Infelizmente isso é normal lá. Mas graças a Deus apareceram três de última hora e fomos morro acima. Segui usando um tracklog, pois andar pelas vielas não seria fácil. Bingo. Pois dentro da comunidade não tinha nenhuma placa indicando o lugar que começava a trilha. Finalmente chegamos ao início e começamos a explorar os lugares. Vimos diversas vistas como de Copacabana, Rio Sul entre outras.



Porém, quando estavamos chegando ao mirante principal. O que dá para ver a Praia Vermelha e o Morro da Urca, eu me deparei com duas pessoas mal encaradas sem camisa, e no meio do caminho voltei. Se eles me notaram nem me deram bola. Talvez não fosse nada demais. Afinal estavamos em uma comunidade pacificada. Mas por via das dúvidas resolvi prosseguir por um outro caminho e fechamos o percurso sem ir no principal mirante. Mas fiquei de voltar lá outro dia. Paramos em um bar da comunidade para comemorarmos a empreitada.

 

Meu Castelo, Petrópolis - 17 de Maio de 2015

Sempre quiz conhecer este lugar. Mas amigos meus relatavam que o lugar estava largado e mal frequentado. Meio difícil de acreditar nisso, ainda mais se tratando de Petrópolis. Não que lá não tenha probema de vandalismo e outros tipos de violência. Mas é bem menos a incidência lá do que aqui. Abri o evento, informando que seria explorátorio. Mas logo o Claudio e sua esposa se propuseram a me levar lá, e que iria chamar uns conhecidos. Marcado. foi só esperar o dia.

Ele ficou de me pegar na av. Brasil. Era domingo. E apesar das 08:00 hs o lugar estava meio deserto. Tenho que marcar da próxima vez em outro lugar. Mas ele não demorou muito a aparecer. Partimos fazendo uma nova parada na Casa do Alemão ainda em Caxias. Encontramos com o restante do grupo e partimos. Nesta altura o evento já tinha deixado de ser do Trilhas e Camping e sim de um grupo de amigos. Na verdade eu é que já me sentia o convidado.

Fomos embora e só paramos no estacionamento em frente a trilha. Aliás para andar em Petrópolis, tem que conhecer bem, pois é um tal de direita e esquerda para lá e pra cá, que só quem tem conhecimento, ou GPS chegaria lá. Ou no meu caso que se não tivesse carona, iria de ônibus, mas até aí eu já sabia qual pegar.






A trilha é extremamente fácil. No início tem duas bifurcações pára direita. A primeira leva a uma bela represa. A segunda é o caminho mais usual de quem vai para o Meu Castelo. Você entra nesta segunda bifurcação, cruza um riacho, e passa ao lado de uma gruta. Segue pela trilha e chega a um trecho aberto, mas é só focar no Castelinho que aparece no momento que a trilha abre, que você não se perde. Lógico sempre tendo a preocupação de olhar para trás para marcar o caminho de volta.

A vista de lá é magnifica. Acho que é a mais próxima que temos do Rio de Janeiro. Pena que o lugar realmente está degradado, com várias pixações e lixo.







E foi isso. Como eu disse trata-se de uma trilha de curto percurso. Cerca de 40 minutos. Tem umas bifurcações no início e no trecho aberto é só procurar a trilha e o caminho de volta. Por falar em volta vá a represa, naquela primeira bifurcação. Vale a pena.


Depois desta trilha veio a maldota Labiritite. Ver o mundo girar é uma experiência extremamente desagradável.

Veja mais aqui no vídeo do Meu Castelo:



Pico da Tijuca - 06 de Junho


   Nesta época estava sendo assolado pela Labiritite, já estava medicado e ela ia diminuindo aos poucos. Mas como eu havia percebido que ela se manisfestava quando estava deitado, resolvi marcar a trilha do Pico da Tijuca assim mesmo. É simples o que passava pela minha cabeça: Teria que aprender a conviver com as doenças que me assolavam. Mas cuirosamente no dia que eu marquei, tive a minha primeira noite livre do "giro do mundo". E assim parti.
   Os que disseram que iam tiveram contra-tempos e não puderam comparecer. Iria fazer trilha solo. Já que foi assim eu resolvi mudar o roteiro, passando primeiro pelo Mirante da Cascatinha. O problema é que a subida vindo pela Trilha dos Estudantes é bem íngrime. E isto deu uma certa canceira. No meio da subida, abaixei a cabeça para mexer na câmera, e quando levantei fiquei um tanto tonto. Era sinal que a maldita Labiritite ainda estava presente. Mas também foi só neste ponto.
   Um porém aqui. Com a exceção deste evento, todas as vezes que eu fiz trilha, neste período conturbado, eu me sentia muito bem. Como se nada tivesse.
   Subi aquela bendida "subida da misericórdia" e finalmente chequei ao Mirante da Cascatinha, que depois que prolongaram com uma espécie de deck, ficou ainda mais bonita. É possível ver além da própria Cascatinha, o Pico da Tijuca, A Pedra do Conde, A Serra da Carioca entre outros.



Prossegui dai em direção a Capela Mayrink e de lá para o Centro de Visitantes. Segui pela estrada até o Bom Retiro onde inicia a Trilha do Pico da Tijuca.
Quem me conhece sabe que ando quase que na "sexta marcha". E as vezes agradeço ter gente mais lenta do que eu para dar uma maneirada e uma descançada. Mas como não era o caso lá vou eu andando ligeramente rápido até que uma hora cansa. Pensei que a bateria tinha acabado de vez. Mas me recuperei rápido eu fui andando aos poucos. E assim cheguei ao cume do Pico da Tijuca.




Voltei satisfeito da missão cumprida. Meu desempenho estava melhorando. Depois do Morro da Babilônia e do Meu Castelo, foi a trilha mais puxada que eu fiz. E Como eu fiz ela desde a praça, passando pelo Mirante da Cascatinha podemos considera-la como uma semi-pesada.

Nos próximos relatos irei postar sobre a Uricanal e a Travessia Cobiçado x Ventania.

Bastões de Caminhada