segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Por que Cheryl Strayed sobreviveu e Chris McCandless não?

Finalmente, neste último fim de semana vi o filme "In the Wild" (Na Vida Selvagem), onde Chris McCandless resolve partir para viver na natureza, desapegando do estilo de vida que a sociedade proporcionava. Mas logo me veio a mente a história de Cheryl Strayed, contada no livro "Livre" onde para repensar a sua vida resolve fazer a Pacific Crest Trail, com os seus 1700 km. O que ambos tinham em comum? Nenhum preparo para a aventura que os aguardava. Mas um deles sobreviveu e outro não.

Não vou aqui entrar na questão das motivações que levaram a este novo capítulo na vida deles. Mas da questão de que é muito debatido no nosso meio, principalmente por nós guias de turismo. A falta de preparo de muitos que resolvem entrar nesta empreitada sem preparo nenhum. Infelizmente chega em meus ouvidos muitos pedidos para fazer travessias de longo percurso, sem ao menos nunca terem acampado antes sequer.

Tal fato acontece pelo seguinte problema: Colocar a emoção a frente da razão. Isto geralmente acontece principalmente com os mais jovens. Uma vez vendo relatos sobre excursão para o Aconcágua, me deparei com a sugestão de idade entre 30 e 50 anos. Os 50 anos havia entendido, que era por condições físicas. Mas me integrou os 30 anos. Ao continuar lendo veio o motivo. Disciplina. Pessoas mais jovens tendem a fazer coisas mais por impulso do que pela razão. Querem estar lá de qualquer maneira. E isto pode ser fatal.

Porém ambos partiram sem experiência alguma, mas ao final somente Cheryl estava viva. Ao contrário dela, Chris nunca se adaptou a vida selvagem. Vide como ele vivia no ônibus: Cama, fogão, livros, etc. E ainda precisava de uma arma para caçar. Não era mais fácil adquirir uma cabana no meio do mato? Já Cheryl, que sofreu bastante no começo da sua aventura pela sua inexperiência, soube ouvir os aconselhamentos dos mais experientes pelo caminho, e com isso de adequar. Chris além de não escutar ninguém, tentava convencer a outros em fazer sua empreitada. Tanto que seu legado, continua a enviar até hoje muita gente, a fazer o mesmo caminho até o "ônibus mágico". O que tem provocado inúmero pedidos de resgates (de gente despreparada como ele) e até de fatalidades.

Muitos vão dizer que Cheryl teve sorte. Sim de fato ela teve. Mas muito mais pelo fato de se adequar a demanda que ela se colocou, do que pela sorte em si, é que ela venceu. E por isso eu digo sempre. Não faça aventuras de "ouvido" ou por pura emoção. Contrate um guia experiente. Mas também tem muitos guias "modinha" por aí. Cuidado! Mesmo assim é preciso de preparação para encarar as chamadas travessias, como Petrópolis x Teresópolis e Serra Fina aqui no Brasil, ou trechos internacionais. Faça subindo um degrau de cada vez. Para isso é preciso de duas coisas fundamentais: Paciência e Disciplina. E não se preocupe. A montanha não vai sair do lugar.

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